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Higienização de sistemas de drenagem e bandejas de evaporadores. Um problema oculto.

22/06/2022 - news

Higienização de sistemas de drenagem e bandejas de evaporadores. Um problema oculto.

A higienização dos sistemas de drenagem e bandejas de evaporadores industriais é um processo crítico em uma indústria alimentícia. São superfícies sem contato direto com alimentos, mas o acumulo de água e resíduos, os transformam em uma fonte potencial de contaminação onde proliferam micro-organismos.

Para evitar que estes sistemas se tornem propícios para o crescimento de microrganismos prejudiciais é preciso usar produtos com tecnologias avançadas que atendem os desafios únicos associados ao controle microbiológico.

 

Sistema de drenagem:

O sistema de drenagem que inclui grades e canais, ralos, cestas de filtro e fossas, é o receptor da sujidade gerada durante o processo de produção, também recolhe as soluções detergentes e desinfetantes usadas durante o processo de higienização e possíveis derrames acidentais do produto alimentar.

Um sistema de drenagem industrial deve cumprir sua função ao deixar o ambiente livre de líquidos estagnados, o que minimiza a contaminação nos processos de manipulação dos alimentos.

Os ralos são uma das maiores fontes de contaminação na indústria de alimentos. Eles atuam como um concentrador da biodiversidade que existe em uma fábrica e pode gerar um ambiente propicio para o crescimento de micro-organismos patógenos como Salmonella spp., Listeria spp. e outros em indústrias de carne, lácteas e alimentícias em geral.

A presença de micro-organismos patogênicos em drenos da indústria alimentícia revela a importância do processo de limpeza e desinfecção dos sistemas de drenagem, para controlar a proliferação destes micro-organismos evitando o desenvolvimento de biofilmes.

Para uma higienização adequada é importante remover os resíduos sólidos do piso nas áreas de processamento de alimentos. Estes devem ser retirados do chão manualmente, sempre que possível, e colocados num contentor de resíduos. No entanto, sempre haverá alguns detritos sólidos deixados que devem ser descarregados no sistema de drenagem, cujo projeto construtivo deve permitir que todos os detritos sólidos sejam removidos manualmente em um único ponto: a cesta de filtro.

Depois da remoção dos resíduos, é recomendável o uso de produtos para controle microbiológico no sistema de drenagem. Existe um produto especialmente desenvolvido para realizar esta tarefa. O produto é um bloco desinfetante que deve ser colocado no ralo onde o mesmo sofre hidratação pela água de repouso do ralo ou pelo fluxo da água do sistema de drenagem, mudando para a forma de gel permitindo liberar facilmente o ativo e realizar uma eficiente desinfeção.

Por outro lado, um desenho higiênico de ralos, canais e sistemas de drenagem é um aspecto fundamental do qual depende o resultado obtido após os processos de limpeza e desinfecção. O tipo de dreno, sifão instalado, o cesto para coleta de sólidos, os tipos de grades e canais instalados, são essenciais para garantir o fácil acesso das partículas de resíduos ao ralo e evitar possíveis barreiras que dificultem o pre-exague e enxágue adequados.

Estas estruturas devem seguir normas sanitárias com projeto que não permita o acúmulo de água residual de produtos e apresente uma estrutura totalmente em aço inoxidável, que seja de fácil remoção e/ou montagem.

O desenho e higienização adequados nos sistemas de drenagem reduz a atividade de bactérias e também a possibilidade de que sejam transportadas de um ambiente para outro.

 

Bandejas de evaporadores:

 

O evaporador de ar é um equipamento destinado a atuação em câmaras frigoríficas, armazéns para a conservação de produtos frescos e congelados, ar acondicionado, climatização de grandes salas de processamento etc.

 

Durante o funcionamento do evaporador o ar do ambiente é succionado para dentro do ar condicionado, primeiro é filtrado, logo passa pela serpentina do evaporador onde acontece a troca de calor. Esse ar do ambiente entra a uma temperatura e é jogado de volta ao ambiente a uma temperatura inferior por meio de ventiladores.

 

Quando o ar é resfriado e perde a capacidade de retenção de umidade, então água é formada no processo, a água de condensação, ou simplesmente condensado. A bandeja de condensado retem essa água para que não vaze diretamente no ambiente. Ela tem uma inclinação para que a própria gravidade se encarregue de mandar a água de condensação para uma tubulação de drenagem.

 

O problema surge quando fica água acumulada na bandeja. Podem passar dias até que os resquícios de água sejam eliminados ou evaporados totalmente. À medida que esses resquícios de água da bandeja vão evaporando (da mesma maneira que água derramada no chão evapora), umidade é criada internamente no ar condicionado. Ela se espalha pelos filtros, pela serpentina, pela turbina e pelo restante dele.

 

A água acumulada na bandeja retem toda a sujeira que não foi filtrada, e podem conter impurezas que circularam pelo ar do ambiente, bactérias, vírus, fungos entre outros contaminantes.

 

Com o passar do tempo, os resquícios de água vão se transformando em biofilme. Todo ar do ambiente que passa pelo ar condicionado com biofilme na bandeja, pode carregar parte dessa contaminação junto com ela ao retornar para o ambiente, tornando-se sumamente perigoso.

 

O desafio mais importante que o sistema de refrigeração enfrenta é a formação de biofilme, que pode se transformar em depósitos visíveis de bioincrustação em questão de dias.

Os biofilmes tendem a se formar em locais de difícil acesso, e quando as condições se tornam desfavoráveis, eles se propagam liberando bactérias na água a granel para habitar outras superfícies. Múltiplos mecanismos de sobrevivência tornam os biofilmes tenazes e difíceis de controlar.

 

Os biofilmes além de transmitir enfermidades são isolantes, afetam a transferência de calor e aumentam significativamente os custos operacionais e de produção. As bactérias do biofilme podem danificar as tubulações e equipamentos de sistemas de refrigeração, provocando corrosão microbiológica. Este tipo de corrosão é responsável por até 50% dos custos totais da prevenção e tratamento da corrosão para a economia mundial.

 

A higienização de filtros, de bandejas de evaporador, de superfície da serpentina do condensador e evaporador, deve ser realizada periodicamente (depende da atividade e uso) utilizando produtos adequados.

 

Um produto especialmente indicado para bandejas de evaporadores, é aquele mencionado anteriormente para desinfecção de ralos, onde o princípio ativo está concentrado em um bloco que é transformado em gel em contato com água. Ele controla o crescimento de micro-organismos prejudiciais e evita a formação de biofilmes, outorgando segurança as pessoas e produtos alimentícios que estão em contato com o ar liberado pelo evaporador.

 

Referências bibliográficas:

 

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